quarta-feira, 26 de maio de 2010

Da série "não atirem em mim, sou só o blogueiro!"

Pele ardendo de mais um dia ensolarado, cabelos emaranhados.
Dias corridos, ponteiros voadores...
Sempre que algo anormal - ou que era para ser anormal num mundo normal - acontece - como explicar algo que queremos elucidar quando o pensamento se vai perdendo aos poucos?

An hamm... Quando você sofre coisas que só acontecem nos filmes e telejornais acha que o mundo todo é um vazio enquanto o sol brilha lá fora.
Nada grave, a não ser a minha burrice - ninguém pode ser considerado inocente aos 22 - a não ser minha burrice que me faz correr tantos riscos... Eu só destranquei a porta e sai - na verdade avisei que estva saino, tremendo e aliviado por não virar estatística - teria me dado um soco aquela hora se minhas mãos obedecessem.

Um, dois... quatrocentos passos. Já em casa olhei para trás e li num blog de uma menina as coisas que ela ouve para fazer a ansiedade passar - eram coisas de menina que só as meninas entendem - e eu fiquei feliz ao ver a felicidade dela mesmo sem entender do que se tratava.
É isso, esse post não fala sobre nada, e ao mesmo tempo fala sobre tudo o que aconteceu naquele dia, esse post é só para fazer passar, pois se for pensar bem não era para eu estar aqui mais, nunca mais...

Por não entender - ou pelomenos nunca ter pensado a fundo - sobre a maldade que há em meu coração, não entendi a maldade que havia em outra pessoa. Como alguém pode ter gosto por sangue e buscar isso assim... como algo banal? Não importa. Sinto-me como se fosse o mais afortunado do mundo, deve ser melhor do que ganhar na Mega sena - nascer denovo. Concerteza é.

Essa postagem, provavelmente, está cheia de erros de grafia, pontuação... mais do que o comum visto por aqui... e eu não vou corrigi-los. É só para estravazar, assim como o sol que queima mais do que devia e a chuva que inunda mais do que molha não são corrigidos, e é tudo culpa nossa.
Esse blog me faz bem e sinto falta de não poder mais estar por aqui como antes, ao menos por esse ano, mas agradeço a Deus por poder estar sempre que possível, ainda que não entenda direito que a vida pode ter fim de verdade.
P.S.: "O Anjo do Senhor fica em volta daqueles que o temem e os protege do perigo.
Procure descobrir por você mesmo como o Senhor Deus é bom. Feliz aquele que encontra segurança nele!" (Salmos 34: 7, 8). Não tenho como agradecer, isso é imenso!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando olho pela janela

Me espanta pensar que de todos os sistemas possíveis
- E todos eles falíveis -
Seja o mais egoista o que sobrevive
O que nos obriga a dançar
O que nos causa vertígem
O que nos faz ser só mais uma peça egoista
Dentre tantas outras peças igualmente substituivéis
E num mundo em que cegam o amor e a justiça
Cria-se lugares onde até mesmo tudo nunca será o bastante

Me espanta pensar que o mundo é pequeno
E ao mesmo tempo tão grande
Me espanta notar as pessoas que vejo na rua
Andando tão apressadas, as vezes para lugar algum
não saberem que penso nelas ao chegar em casa
E talvez não entendam o que a pressa não nos deixa perceber:
As coisas belas da vida só estarão no acaso
Se não deixarmos estar em nosso coração
Me espanta pensar o quanto pensar me espanta então

Me espanta saber como a fé pode mover montanhas
E em como são as pequenas pedras que nos fazem tropeçar
Me espanta pensar o tamanho da confusão que fazemos
Por conta de um Único Deus
Então evitamos olhar para Ele.

Me espanta o sorriso das crianças diante da vida
Um dia fui como elas - deveriamos ser sempre assim
Mas pude enxergar enfim
Que meu assombro com as coisas que não posso controlar
É por elas residirem em mim ainda
Mas mesmo que o mundo seja dispar e grande
Nunca será maior que e própria vida
Que é Aquele que tem a própria vida em si.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sobre por que não arrumo meu quarto

Algo interessante sempre passa na T.V., há sempre um bom lugar para ir ou algo para acontecer essas horas... Uma estrela cadente pode passar e eu posso perder, alguém pode ligar ou chegar e eu posso estar ocupado, um amigo pode casar no exato momento em que eu esteja arrumando a cama, ou o Grêmio pode ser campeão do mundo de novo e eu corro o risco de não ver...
Isso é o que te digo não é?

Mas o real motivo é que esse ano ainda não deu para saber onde começa o meu quarto... De vez em quando vejo o chão... Ás vezes a luz falha e as gavetas quebram, mas eu conserto tudo. Só não arrumo a praça de guerra, o amontoado de roupas e cd’s, nem procuro meu violão perdido no buraco negro que saiu de dentro de meu peito – e que torço para que não consuma o mundo inteiro a começar por aqui por casa – pois esse é o meu artifício para garantir que eu seja visto.
Eu não arrumo essa bagunça para você notar que há algo de errado com agente. Eu visto roupa amassada e ligo som alto que é pra ver se você grita ou briga, e dessa briga saia uma conversa e desse grito saia um sussurro que vá de encontro ao que mais importa na vida de um ser humano: o outro ser humano que deveria ocupar um primeiro lugar em sua vida.

Não sei onde termina esse amontoado de coisas, pois não sei onde começa a nossa vida juntos. E todo o pouco de nós que tenho em lembranças, me agarro para não esquecer... O que já é vago e longe no tempo.
Quando sento em sua frente e puxo conversas que não os “bom-dias”, “vou sair”, “volto logo” - meu Deus! Passamos tardes inteiras como se falar não fosse importante. E é! Faço essas coisas para ver o que acontece...

Eu deveria amassar seu carro, ou bater ele comigo dentro pra você, num momento de fúria, dizer de uma vez por todas que já esperava isso de mim, ou talvez não... Talvez não. Quem sabe você me visitasse no hospital e como por milagre dissesse que de agora em diante vai ficar tudo bem, e que a casa em que moramos será um lugar ao qual se deseja voltar depois de um longo dia de trabalho.
Talvez quem não deu o primeiro passo fui eu! Estou pensando nisso agora e decidido a por em ordem o cabaré.
Só tenho receio de que quando você veja tudo em seu devido lugar pense que todas as coisas estão em ordem e que já não exista ausência, falta sua.

Tenho medo de que aquele gringo bobo tenha razão e perceba que ele cantava uma canção para nós dois quando chorava: “Father, you left me, but I never left you I needed you, you didn't need me”.
Mesmo depois de agente ter feito todo o possível, ainda pode existir algo a ser feito.
Ei pai, vou começar a arrumar meu quarto e não vou desistir tão cedo. Não vou desistir!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"Asleep on a sunbeam"


(imagem: Sonic youth - editada)

Lá pelos 16, 17 anos eu tinha um pensamento repetitivo, quase que como um sonho, era assim: um grupo de amigos, cinco mais ou menos – dava para perceber nitidamente dois garotos e duas garotas, o outro eu não lembro. O que acontecia era que eles estavam num gramado à noite, todos sentados, e tinha uma festa acontecendo numa casa atrás deles. Era uma festa com a turma da escola e do bairro, dessas que, depois que passa, agente torçe para nunca ter acabado, mas eles preferiram sair e ficar por um tempo, os cinco, ali fora.
Um garoto e uma garota que se gostavam trocavam olhares e todos torciam para que eles ficassem juntos. Os dois deram as mãos, ainda sentados, e conversavam olhando nos olhos. Ele sorrindo e com o boné para trás, ela séria e olhando cada palavra com uma das mãos sobre seu jeans apertado.
Os outros três ao vê-los ali saíram correndo de volta para a festa felizes e o garoto e a garota se beijaram. Era noite e eles tinham rostos. Tudo passava tão rápido quanto uma canção leve.
Eram cinco amigos e pensar neles me causava um bem danado naqueles tempos. Hoje recordei esse fato que repetia-se em minha cabeça e me voltou a lembrança de tudo o que era, o cheiro, o som da rua e da festa e os sorrisos. Estava lá e eles não podiam me ver.
De alguma forma foi como se tivesse acontecido.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A força da vida

(imagem: daqui)

Não que eu tenha muita experiencia para falar sobre isso, nem entendoo completamente... Mas toda vez que penso em amor só consigo pensar em Cristo. São considerações pessoais, sobre um sentimento que foi capaz de libertar um planeta inteiro.

É que essa semana só consigo pensar por poesia, e mesmo tendo um blogue especifico para isso resolvi postar no Da Cor Da Sua Paz:
A força da vida

Paixão é um carro a 300 Km/h sem se importar se é ou é contra-mão
Amor é a estrada

Paixão é quando um colorado chora ao ver seu time perder
Amor é quando um gremista dá seu ombro a ele. (e vice-versa)

A paixão pode até destruir o objeto de desejo se não alcançado
O amor alcança tudo mesmo sem tocar

A paixão bate de frente e esperneia, explode obstáculos sem hesitar destruir a si mesma
O amor contorna os muros e as montanhas, se infiltra nos alicerces e permanece cristalino

Paixão não pede pra nascer
Amor também não

Paixão acaba um dia
O amor a tudo ressuscita

A paixão se agarra com toda a força em sua bela ingenuidade para prender o que deseja para si
O amor deixa partir o que sempre estará dentro de si

Paixão se alimenta
Amor é alimento

Paixão dá sua vida por
Amor é a própria vida em

A paixão deitou-se num madeiro de braços abertos
O amor segurou os pregos e o martelo

A paixão alimenta a poesia
O amor à vida
Um apaixonado amante
É alguém poeticamente vivo

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Para além de um conto de fadas

(imagem: caminho-de-pincel. tirada de: http://fabiopereira.wordpress.com/2009/10/12/singularidades-do-caminho/)

Era uma vez um planeta que se explodia entre o ódio e o amor, onde as pessoas viviam suas vidas como sempre viverão. Nesse planeta morava uma linda princesinha, ela tinha sonhos e como todo sonho era algo simples e belo. Mas em seu pequeno mundo sonhar coisas simples e belas era muito perigoso, Então todos que tinham essas atitudes eram aprisionadas para fazer com que o mundo não sofresse “perturbações”.

Mas a princesinha insistia com as coisas pequenas da vida por saber que nelas havia grandeza e sangrava toda vez que o príncipe de seu mundo obrigava ela a ter com os sentimentos “mais importantes e maiores”.
Um dia ao sair às compras com suas companheiras ela leu numa embalagem na seção de xampu um desejo que havia dentro do seu coração: “no more tears” – sorriu lindamente. E por fim comprou para si 5 caixas do produto. Quando os sonhos do mundo eram presos e queimados pelo príncipe perverso, a princesinha tomava de sua nova fuga em frascos inteiros.


O Rei observava tudo de coração aflito, porém seu imenso amor achou um meio de tornar a dor em aprendizado e perfeição. Naquele mundo estranho havia um camponês, mais nobre que o grande príncipe e que tinha imenso valor para o coração do Rei.

Um dia a pequena princesa foi até esse camponês debaixo de uma chuva torrencial, ele percebera que ela estava chorando. E não era pelos olhos vermelhos que ele percebeu e nem por seus lábios tremendo. Era porque, para ele, sempre chove desse jeito toda vez que ela chora. Ao olhar a princesa o belo camponês abriu os braços. “Uma princesa nos braços de um camponês” – pensava ela antes de dar meia volta para o castelo. E o camponês a olhava ir até muito longe no horizonte embaçado pela chuva que aumentara de forma colossal: “sempre chove desse jeito toda vez que ela vai embora.”
E em sua solidão o jovem camponês cantava uma canção:

Por que chora assim princesinha?
Mais uma vez busque a verdade
Seu mundo pode ser triste
Mas você pode ser feliz
É só escolher a felicidade.


Ao ouvir a canção que ecoava por todo o reino a princesinha sentia dentro de si como se tudo estivesse dissipado, e mesmo que os sonhos já queimassem alto, e que não houvesse mais nenhum frasco de sua fuga, ela sentia que ao fim do dia haveria uma cura para todo o mal. E foi essa fé que motivou ela a buscar novamente o camponês com alma de rei. “Posso sentir o seu coração?” – ele perguntou.
Ela o olhou com seus olhos castanhos claros que encontraram os olhos castanhos escuros do camponês naquele fim de tarde, e a luz suave fazia parecer que era até o encontro de dois pores-do-sol.

A princesinha daquele mundo estranho não sabia se era seguro, e mesmo não sendo seguro ela falou. Duas palavras, falou. Quando ergueu os olhos pode entender o significado da canção do camponês. A felicidade é o amor dito sem palavras, vivido.

O nobre camponês tirou do bolso um anel brilhante e uma coroa dourada e os deu a princesinha. Ela olhou o gesto com espanto e aceitou trocar as suas jóias pelas jóias do camponês.
Nesse momento a verdade veio à tona, o grande Rei apareceu e revelou que o camponês era, na verdade, seu filho e que o príncipe perverso estava no trono pois havia tomado o reino para si, então só se fazendo camponês o verdadeiro príncipe poderia mostrar seu amor à princesinha para a ter de volta em seus braços.
O Rei fez do nobre homem príncipe de todo o reino e desse dia em diante não mais se ouviu falar no príncipe perverso nem do queimar de sonhos no seio do mundo, tão pouco de chuva dentro dos corações. A princesinha e o nobre príncipe tinham agora um reino de felicidade até perder de vista, para além do horizonte. E foram felizes para sempre.


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Essa é, na verdade, a história da humanidade onde nós somos a frágil princesinha vivendo num mundo caído e Cristo é o príncipe que se fez um de nós para nos resgatar. Você consegue ver Deus e o causador de todo o mal nessa história? E se fechar os olhos poderá ouvir a canção da felicidade? Ela ressoa em cada coração humano, não deixe suas jóias ofuscarem o brilho das jóias do nobre príncipe.
Você faz parte da maior história que esse universo já viu. E tudo porque Ele te amou.


Buscar-Me-eis e Me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração (Jeremias 29:13);

Qual é a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a Minha palavra.(João 8: 43);

Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos á sua voz, e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade. Deuteronômio 30:20.


Se você aceitá-lo, Ele encontrará abrigo em seu coração. Procure a cada dia conhecê-lo melhor. É difícil amar o que não se conhece. A felicidade é para todos, não se engane. E para a vida só há um caminho.