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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Da cor que a gente quer

(imagem:through the eyes of a child - Nélio Filipe)
Pichação num muro da cidade: "a paz tá morta! "
Outdoor da avenida: "O mundo precisa de paz, faça... [nome de uma famosa escola de idiomas]". A primeira sensação que tive foi que para uns não há como acreditar na paz, e para outros essa crença é possível desde que atenda aos seus interesses pessoais. Visão pessimista essa... Até os pacificadores de verdade sabem disso. (será?).
É como se houvesse uma anomalia nos seres humanos, sabe? Como quando você abre seu rádio e quebra sem querer uma peça, justo aquela que não fabricam mais. (talvez ninguém tenha um rádio hoje em dia...).
Tá faltando uma peça em nós, é estranho, dá pra perceber. Estamos, digo isso por mim, as vezes atordoados...
Faltava um monte de peças em mim quando minha mãe disse que Jesus completa todo o vazio. Essa semana está sendo bem feliz, céu de brigadeiro e crianças brincando na calçada.

sábado, 22 de novembro de 2008

Roda viva

(Imagem: Catarina Krug - Olhares)



No começo, logo de inicio, era algo inexplicável. Corria para os discos e livros no intuito de fazer passar e passava, mas logo esse artifício não adiantava muito...
Por longo tempo pensei que era algo banal, é algo banal.
Quando encontrei a paz [entenda-se Cristo] isso pareceu ter ido embora, e foi mesmo. São dias claros de céu azul e sorriso no rosto, camisas de cores pra cima. E não há mais medo da noite ou madrugadas acordado agora.
...de alguma forma pareceu voltar, com certeza voltou. Mas não vou entregar tudo o que conquistei assim de mão beijada, ah não mesmo! O que aconteceu? Eu estava de guarda levantada. Como ela conseguiu me atingir? (???????)
Dizem que a tristeza é uma forma de egoísmo (foi o Arnaldo Antunes quem me falou pessoalmente através da TV ^^). E deve ser mesmo, com certeza é.



Você chega todo o dia à noite
Ou quando estou sozinho
Me tira pra dançar num ritmo frenético,
Vertiginoso para baixo.
É tão quente o seu sorriso
Você me aquece
Me faz companhia
Vindo em minha direção
Com uma arma suja de sangue nas mãos
E quando digo que posso morrer desse jeito
Você sorri e responde diante dos meus olhos:
“Ei, você já está morto há muito tempo,
É que ninguém percebeu!”


Minha doce menina
Você está comigo o tempo todo
E eu não lembro do teu rosto
E pensando bem nem te conheço
Mas você sabe tudo sobre mim.
Minha doce tristeza
Pode vir à hora que quiser
Mas não me leve com você
Venha à hora que quiser
Mas não me leve com você!

[escrito entre estações em algum dia de 2006]




Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Eu não teria o nome que hoje eu tenho
Mundo mundo vasto mundo
Ah, eu não teria mesmo!



“Deixo com vocês a paz. É a minha paz que lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos nem tenham medo” – Jesus (João 14: 27).

“Tu és o meu esconderijo; Tu me livras da aflição. Eu canto bem alto a Tua salvação, pois me tens protegido” (Salmos 32: 7).

E eu nunca precisei tanto dessa ajuda como hoje!


(Hoje são lua e estrelas, e um sol covarde que foi se esconder do outro lado do mundo).