quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Julie Anne

(Imagem: Flores Azuis - Lúcia Maria Fernandes - Olhares.com)


Choveu tão bonito na tarde em que você se foi, e eu tirava fotos de flores azuis antes de saber.

Tenho certeza que Deus estava por perto, pois esse clima me confortou (antes mesmo de saber).

Quando te encontrar naquele grande dia espero poder dizer o quanto te esperamos, o quanto te amamos mesmo sem termos conhecido você. Peço a Deus que isso aconteça, que Jesus nos dê forças.



Até breve!

sábado, 31 de julho de 2010

Da série: "é grave Doutor?

Ele: Apenas 10% das pessoas apresentam esse probrema na visão
Eu: (Depois de arregalar os olhos espantado) Quantas pessoas já passaram pelo seu consultório?
Ele: Muitas filho, mas estou falando de 10% da população mundial.

Poderia ser pior, vou olhar pelo lado bom, ao menos não estou cego não é? E ainda tenho milhões de pessoas para conversar sobre.
Vejo vocês mês que vem, mas não fiquem tão longe, posso não enxergar.
Ah, nam fiquem tão perto também posso não enxergar do mesmo jeito...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quanto vale a vida!


Quantos são os seus temores, quão só você andou?
Há alguém que se importa com você, que sabe de seus anseios e de suas lutas. Existe também um caminho que deve ser trilhado, mas você não estará só.
Há um lugar onde só os fortes prevalecerão - os que tiveram forças para dizer não ao erro, ao revide, aos vícios... os que tiveram forças para amar apesar de todoas as circunstâncias.
Ninguém é louco de morrer por toda uma humanidade à toa. Há algo de incrível e inexplicável nesse ato e nenhuma mente humana nunca poderá explicar.
Pare só por dez segundos para meditar agora que Jesus estava pensando em você, milênios antes de você nascer, quando foi morto naquela sexta-feira. Ele sempre te teve esse cuidado. É assombroso não é?
O caminho mais sublime, a verdade perfeita, a vida plena são uma pessoa. Como deveriamos buscar ter um relacionamento com ela!
Você vale a vida de um Deus de amor. Não transforme isso numa coisa em vão, ame-O também.
Você terá uma eternidade inteira depois disso.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Da série "não atirem em mim, sou só o blogueiro!"

Pele ardendo de mais um dia ensolarado, cabelos emaranhados.
Dias corridos, ponteiros voadores...
Sempre que algo anormal - ou que era para ser anormal num mundo normal - acontece - como explicar algo que queremos elucidar quando o pensamento se vai perdendo aos poucos?

An hamm... Quando você sofre coisas que só acontecem nos filmes e telejornais acha que o mundo todo é um vazio enquanto o sol brilha lá fora.
Nada grave, a não ser a minha burrice - ninguém pode ser considerado inocente aos 22 - a não ser minha burrice que me faz correr tantos riscos... Eu só destranquei a porta e sai - na verdade avisei que estva saino, tremendo e aliviado por não virar estatística - teria me dado um soco aquela hora se minhas mãos obedecessem.

Um, dois... quatrocentos passos. Já em casa olhei para trás e li num blog de uma menina as coisas que ela ouve para fazer a ansiedade passar - eram coisas de menina que só as meninas entendem - e eu fiquei feliz ao ver a felicidade dela mesmo sem entender do que se tratava.
É isso, esse post não fala sobre nada, e ao mesmo tempo fala sobre tudo o que aconteceu naquele dia, esse post é só para fazer passar, pois se for pensar bem não era para eu estar aqui mais, nunca mais...

Por não entender - ou pelomenos nunca ter pensado a fundo - sobre a maldade que há em meu coração, não entendi a maldade que havia em outra pessoa. Como alguém pode ter gosto por sangue e buscar isso assim... como algo banal? Não importa. Sinto-me como se fosse o mais afortunado do mundo, deve ser melhor do que ganhar na Mega sena - nascer denovo. Concerteza é.

Essa postagem, provavelmente, está cheia de erros de grafia, pontuação... mais do que o comum visto por aqui... e eu não vou corrigi-los. É só para estravazar, assim como o sol que queima mais do que devia e a chuva que inunda mais do que molha não são corrigidos, e é tudo culpa nossa.
Esse blog me faz bem e sinto falta de não poder mais estar por aqui como antes, ao menos por esse ano, mas agradeço a Deus por poder estar sempre que possível, ainda que não entenda direito que a vida pode ter fim de verdade.
P.S.: "O Anjo do Senhor fica em volta daqueles que o temem e os protege do perigo.
Procure descobrir por você mesmo como o Senhor Deus é bom. Feliz aquele que encontra segurança nele!" (Salmos 34: 7, 8). Não tenho como agradecer, isso é imenso!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando olho pela janela

Me espanta pensar que de todos os sistemas possíveis
- E todos eles falíveis -
Seja o mais egoista o que sobrevive
O que nos obriga a dançar
O que nos causa vertígem
O que nos faz ser só mais uma peça egoista
Dentre tantas outras peças igualmente substituivéis
E num mundo em que cegam o amor e a justiça
Cria-se lugares onde até mesmo tudo nunca será o bastante

Me espanta pensar que o mundo é pequeno
E ao mesmo tempo tão grande
Me espanta notar as pessoas que vejo na rua
Andando tão apressadas, as vezes para lugar algum
não saberem que penso nelas ao chegar em casa
E talvez não entendam o que a pressa não nos deixa perceber:
As coisas belas da vida só estarão no acaso
Se não deixarmos estar em nosso coração
Me espanta pensar o quanto pensar me espanta então

Me espanta saber como a fé pode mover montanhas
E em como são as pequenas pedras que nos fazem tropeçar
Me espanta pensar o tamanho da confusão que fazemos
Por conta de um Único Deus
Então evitamos olhar para Ele.

Me espanta o sorriso das crianças diante da vida
Um dia fui como elas - deveriamos ser sempre assim
Mas pude enxergar enfim
Que meu assombro com as coisas que não posso controlar
É por elas residirem em mim ainda
Mas mesmo que o mundo seja dispar e grande
Nunca será maior que e própria vida
Que é Aquele que tem a própria vida em si.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sobre por que não arrumo meu quarto

Algo interessante sempre passa na T.V., há sempre um bom lugar para ir ou algo para acontecer essas horas... Uma estrela cadente pode passar e eu posso perder, alguém pode ligar ou chegar e eu posso estar ocupado, um amigo pode casar no exato momento em que eu esteja arrumando a cama, ou o Grêmio pode ser campeão do mundo de novo e eu corro o risco de não ver...
Isso é o que te digo não é?

Mas o real motivo é que esse ano ainda não deu para saber onde começa o meu quarto... De vez em quando vejo o chão... Ás vezes a luz falha e as gavetas quebram, mas eu conserto tudo. Só não arrumo a praça de guerra, o amontoado de roupas e cd’s, nem procuro meu violão perdido no buraco negro que saiu de dentro de meu peito – e que torço para que não consuma o mundo inteiro a começar por aqui por casa – pois esse é o meu artifício para garantir que eu seja visto.
Eu não arrumo essa bagunça para você notar que há algo de errado com agente. Eu visto roupa amassada e ligo som alto que é pra ver se você grita ou briga, e dessa briga saia uma conversa e desse grito saia um sussurro que vá de encontro ao que mais importa na vida de um ser humano: o outro ser humano que deveria ocupar um primeiro lugar em sua vida.

Não sei onde termina esse amontoado de coisas, pois não sei onde começa a nossa vida juntos. E todo o pouco de nós que tenho em lembranças, me agarro para não esquecer... O que já é vago e longe no tempo.
Quando sento em sua frente e puxo conversas que não os “bom-dias”, “vou sair”, “volto logo” - meu Deus! Passamos tardes inteiras como se falar não fosse importante. E é! Faço essas coisas para ver o que acontece...

Eu deveria amassar seu carro, ou bater ele comigo dentro pra você, num momento de fúria, dizer de uma vez por todas que já esperava isso de mim, ou talvez não... Talvez não. Quem sabe você me visitasse no hospital e como por milagre dissesse que de agora em diante vai ficar tudo bem, e que a casa em que moramos será um lugar ao qual se deseja voltar depois de um longo dia de trabalho.
Talvez quem não deu o primeiro passo fui eu! Estou pensando nisso agora e decidido a por em ordem o cabaré.
Só tenho receio de que quando você veja tudo em seu devido lugar pense que todas as coisas estão em ordem e que já não exista ausência, falta sua.

Tenho medo de que aquele gringo bobo tenha razão e perceba que ele cantava uma canção para nós dois quando chorava: “Father, you left me, but I never left you I needed you, you didn't need me”.
Mesmo depois de agente ter feito todo o possível, ainda pode existir algo a ser feito.
Ei pai, vou começar a arrumar meu quarto e não vou desistir tão cedo. Não vou desistir!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"Asleep on a sunbeam"


(imagem: Sonic youth - editada)

Lá pelos 16, 17 anos eu tinha um pensamento repetitivo, quase que como um sonho, era assim: um grupo de amigos, cinco mais ou menos – dava para perceber nitidamente dois garotos e duas garotas, o outro eu não lembro. O que acontecia era que eles estavam num gramado à noite, todos sentados, e tinha uma festa acontecendo numa casa atrás deles. Era uma festa com a turma da escola e do bairro, dessas que, depois que passa, agente torçe para nunca ter acabado, mas eles preferiram sair e ficar por um tempo, os cinco, ali fora.
Um garoto e uma garota que se gostavam trocavam olhares e todos torciam para que eles ficassem juntos. Os dois deram as mãos, ainda sentados, e conversavam olhando nos olhos. Ele sorrindo e com o boné para trás, ela séria e olhando cada palavra com uma das mãos sobre seu jeans apertado.
Os outros três ao vê-los ali saíram correndo de volta para a festa felizes e o garoto e a garota se beijaram. Era noite e eles tinham rostos. Tudo passava tão rápido quanto uma canção leve.
Eram cinco amigos e pensar neles me causava um bem danado naqueles tempos. Hoje recordei esse fato que repetia-se em minha cabeça e me voltou a lembrança de tudo o que era, o cheiro, o som da rua e da festa e os sorrisos. Estava lá e eles não podiam me ver.
De alguma forma foi como se tivesse acontecido.