quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Duro viver na cidade


(fotografia de Nuno Rodrigues: http://www.olhares.com/)


Outro dia estava dentro do ônibus, quando percebi um homem andando na calçada. Camisa por dentro, cabelo penteado de lado, calça jeans e tênis. Percebi - ao menos foi o que pensei – em como as mulheres criam homens “perfeitos”, aos quais elas nunca sentirão interesse, pois preferem estar com caras que sejam o oposto do que elas queiram que seus filhos sejam (talvez seja uma atração inconsciente, ou ancestral).
Aquele cara na calçada deve ter sido um “filho perfeito”, mas não será um homem que atrairá as mulheres que criam esse tipo de homens.

Ainda tentava decifrar o que se passava em minha cabeça, - seria isso mesmo ou era só viajem? Porém, a cidade me distraiu. Estava na Avenida Barão em direção à Zona Norte, e as ruas, os postes tão iguais, os carros e o rio à frente me fizeram pensar em outras coisas e esqueci completamente do homem desengonçado na calçada.

Talvez ele tenha ido pra casa comentar com sua família como as pessoas no ônibus, por não ter muita opção do que fazer durante a condução, ficam tendo distrações com a cidade enquanto observam a vida alheia.
Ou então deve ter falado de coisas importantes que as famílias conversam quando são bem criadas por suas mulheres.

12 comentários:

Márcio Daniel Ramos disse...

Você é um contador de histórias profissional. Eu viajei com seu relato do cotidiano. Quanto ao gosto das mulheres, elas teoricamente querem os homens certinhos, mais creio que o instinto atenta para os mais soltinhos...

Capreta disse...

Olha, acabei de ler uns dois blogs de meninas falando que gostam dos malvados, feios e lalala... rs. Não adianta, mulher sempre é assim.

No meu pequeno trajeto até a faculdade, 5 min, eu costumo observar quem está dentro do onibus.
Fico tentando adivinhar pra onde a pessoa estaria indo, onde trabalharia... essas coisas!

Beeeijos! :D

Contos de F. disse...

isso é tao engraçado! kkkk porque, se vc fizer uma enquete, provavelmente descobrira´que há o tipo de homem pra casar, e o tipo de homem pra , sei lá... como dizer... se satisfazer de fato, ou "se apaixonar loucamente", nao sei.. o filhinho de mamae, e o avassalador... enfim, teses...mas sao categorias distintas!

Contos de F. disse...

* Depois que eu comecei a andar de carro, a minha visão da cidade ficou totalmente limitada, minha relação com a cidade é exclusiva, e eu sinto muita falta da calma para observar, que só um onibus ou uma caminhada proporcionam. Andar de carro só deixa a gente mais estressado, e contribui para a aceleração (pessoal) desse nosso mundo "moderno". Um horror.

srta. L. disse...

Não pode ser engomadinho demais. Mas também não pode ser rebelde demais. Tem que ser o meio termo! Difícil assim de entender? :)

Sue Ellen disse...

é verdade..
de certinha preocupada com a aparência, basta eu. Gosto do ar despojado, desencanado, o cabelo despenteado!

Rabiscação disse...

hauhauauhaha, sim, é verdade, elas são um tanto confusas em relação a isso...a gente nunca sabe como agrada melhor: tentando ser perfeito pra elas, ou judiando delas um pouquinho ¬¬.... Tô fazendo um treinamento árduo pra tentar chegar ao meio termo, e ver o que acontece =p

Não sei pq mas, lendo o seu relato da cidade me lembrei de um dia em que estava em BH, indo pro ponto de ônibus, e avistei duas placas: uma indicando a avenida por onde o busão ia passar, e a outro indicando (literalmente) a "Rua sem nome", e que tb não tinha número o.0
Bom, não importa =p....Vc faz relatos ótimos, eu pago pau o/
Abraço!!!

luandersonplayplay disse...

blog legal. gostei.

PequenAprendiz disse...

Sabe que faço isso tantas vezes... fico tentando decifrar os segredos das mentes alheias...
Gostei da sua sensibilidade.
Obrigada pela visita.
Abços

Rodrigo disse...

Concordo com vc, vivemos num constante paradoxo nessa sociedade!! abraço

abutre236 disse...

As mulheres realmente são bem complicadas para se tentar entender. É o maior mistério do universo.

No ônibus, não costumo prestar muita atenção nos outros passageiros, prefiro ficar na janela, observando a rua.

Eu sou a Aline! disse...

... infelizmente, o q importa pra mta gente não é quão bom um homem é, mas quão bom ele parece ser...