quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando olho pela janela

Me espanta pensar que de todos os sistemas possíveis
- E todos eles falíveis -
Seja o mais egoista o que sobrevive
O que nos obriga a dançar
O que nos causa vertígem
O que nos faz ser só mais uma peça egoista
Dentre tantas outras peças igualmente substituivéis
E num mundo em que cegam o amor e a justiça
Cria-se lugares onde até mesmo tudo nunca será o bastante

Me espanta pensar que o mundo é pequeno
E ao mesmo tempo tão grande
Me espanta notar as pessoas que vejo na rua
Andando tão apressadas, as vezes para lugar algum
não saberem que penso nelas ao chegar em casa
E talvez não entendam o que a pressa não nos deixa perceber:
As coisas belas da vida só estarão no acaso
Se não deixarmos estar em nosso coração
Me espanta pensar o quanto pensar me espanta então

Me espanta saber como a fé pode mover montanhas
E em como são as pequenas pedras que nos fazem tropeçar
Me espanta pensar o tamanho da confusão que fazemos
Por conta de um Único Deus
Então evitamos olhar para Ele.

Me espanta o sorriso das crianças diante da vida
Um dia fui como elas - deveriamos ser sempre assim
Mas pude enxergar enfim
Que meu assombro com as coisas que não posso controlar
É por elas residirem em mim ainda
Mas mesmo que o mundo seja dispar e grande
Nunca será maior que e própria vida
Que é Aquele que tem a própria vida em si.

5 comentários:

Clara Bipolar disse...

Gostei Du =]

Márcio Daniel Ramos disse...

me emocionou. sem muitas palavras...

vc se espanta porque denaturaliza, instinto de Cientísta Social.
vc se espanta porque ama, instinto de Cristão!

Laila Braga disse...

Toda essa pressa moderna e a falta de percepção de coisas simples mata o ser humana e ele nem percebe pq anda "ocupado" demais... "Ocupação" é o novo mal do século...

Nícolas! disse...

Amei, simplesmente tocante!! seguindo o blog para conferir mais!!

Caroline. disse...

muito bom *-*
Adorei.
Beijão =*