quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Todo o peso do mundo

(imagem: João viegas)



Todo o peso do mundo é leve
É você quem está sobre ele
e não o contrário
Eloquêcia é conseguir o oposto:
Tirar o mundo dos pés
Para pô-lo nas costas

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

20 anos blue

(fotografia de Bruno Abreu. www.olhares.com)

Boomp3.com
(Elis Regina-1972)

Sempre pensei em como o tempo passa rápido quando se está dentro (quero dizer, quando se vive) e lentamente lento (haha!) quando se está fora.
Ficar fora é estar por fora do querer viver, como aceitar que experiência seja algo que tenha a ver com idade ao invés de atitudes.
Ah, minhas cicatrizes! Há tempos atrás não havia mertiolate que fizesse passar a dor.
Da dor só restaram cicatrizes agora. E da vida, um longo caminho a percorrer.
E eu tenho apenas a idade que tenho. É a coisa mais relativa do mundo então.

Nunca volte atrás.





Never more says:
“goodbye, see you on the other side!”
Please, never more!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

...

Na boa. Assim...
Pra quê serve um blog mesmo?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Duro viver na cidade


(fotografia de Nuno Rodrigues: http://www.olhares.com/)


Outro dia estava dentro do ônibus, quando percebi um homem andando na calçada. Camisa por dentro, cabelo penteado de lado, calça jeans e tênis. Percebi - ao menos foi o que pensei – em como as mulheres criam homens “perfeitos”, aos quais elas nunca sentirão interesse, pois preferem estar com caras que sejam o oposto do que elas queiram que seus filhos sejam (talvez seja uma atração inconsciente, ou ancestral).
Aquele cara na calçada deve ter sido um “filho perfeito”, mas não será um homem que atrairá as mulheres que criam esse tipo de homens.

Ainda tentava decifrar o que se passava em minha cabeça, - seria isso mesmo ou era só viajem? Porém, a cidade me distraiu. Estava na Avenida Barão em direção à Zona Norte, e as ruas, os postes tão iguais, os carros e o rio à frente me fizeram pensar em outras coisas e esqueci completamente do homem desengonçado na calçada.

Talvez ele tenha ido pra casa comentar com sua família como as pessoas no ônibus, por não ter muita opção do que fazer durante a condução, ficam tendo distrações com a cidade enquanto observam a vida alheia.
Ou então deve ter falado de coisas importantes que as famílias conversam quando são bem criadas por suas mulheres.